Maniva conclui participação no projeto de farinha empaneirada

 

Entre os dias 13 e 16 de janeiro, a chef Teresa Corção, presidente do Maniva, esteve na cidade de Bragança, no Pará,  com o objetivo de concluir o projeto “Seu Bené e Dona Maria: empreendedores na agricultura e professores de farinha”. Durante três anos, o instituto contou com o patrocínio do Banco Santander para resgatar a produção artesanal de farinha d’água empaneirada em cerca de 10 comunidades do município.

Foram formados 10 professores de paneiro (cesta de guarimã onde é embalada a farinha d’água), e 8 de cestaria para a confecção de  cestos, bolsas e chapéus, que serão responsáveis por manter a tradição.  Crianças e jovens se interessaram em aprender o ofício dos pais e dos avós.

Com a finalidade de dar um novo desdobramento ao projeto, o Maniva convidou o empresário paulista Leonardo Chiappetta, do empório Chiappetta, para conhecer a produção da farinha. A ideia é dar continuidade ao projeto por meio da comercialização em São Paulo. No Rio de Janeiro, já está à venda no restaurante O Navegador.

Chiappetta realiza um projeto com produtores e agricultores para valorizar o produto artesanal e vendê-lo  em São Paulo. “Fiquei impressionado com o zelo, carinho e comprometimento com a recuperação da cultura da mandioca”, disse o empresário.  No emporium, comercializa mais de 25 tipos de frutas regionais desidratadas.

Os planos de Chiappetta agora é de firmar uma parceria como o Maniva para divulgar e comercializar a farinha d´água empaneirada, de Bragança, em suas duas lojas,  no Mercado Municipal e no Shopping Eldorado. Teresa Corção vai propor algumas receitas para serem feitas com o produto, entre elas, o Cuscuz Amazônico. Assim, o público terá opções de como preparar o produto.

O projeto teve apoio local, com a prefeitura e a Secretaria de Trabalho e Promoção Social (SEMTRAPS). A secretária Rosa Helena Oliveira destaca a presença do Maniva no município. “A comunidade bragantina jamais esquecerá o apoio do Maniva e do Banco Santander aos agricultores familiares da farinha empaneirada”. Segundo Helena, além de ter promovido a auto estima, ela reforça a importância de resgatar a cultura da farinha.

Muitos produtores já tinham desistido de fazer o produto e sua embalagem tradicional, a cesta, que mantém a crocância exata. Os mestres Bené e Maria, descobertos pelo Maniva, viajaram por vários municípios dispostos a reavivar a paixão pelo produto local. O resultado é visto na feira e mercados do Pará, onde a comercialização ganhou novo gás. A excelência gastronômica também fez a farinha de Bragança desembarcar no Rio e em São Paulo. Ganhou até um ponto de venda em uma boutique gourmet na internet, a Bombay.

“Esse alimento ancestral não ficará somente na memória dos paraenses”, destaca Teresa. A chef, conta que ficou emocionada de entregar o “filho no mundo” e completou: “Esse projeto hoje corre nas minhas veias”. Na solenidade de encerramento do patrocínio do Santander, Teresa agradeceu ao casal Bené e Maria pelo empenho e a participação dedicada de novos agricultores e produtores que conheceu.  São eles: Tapinha, Carlito, Angelo, Noé, Isauro, Valmir, Manoel, Sebastião, Luiz Nazareno, Tio Paulo, Benedita, Dionice, Dalva, Creuza, Diocilene, Carmen, Ana, Ducirene, Maria Angelina, Pedro Henrique, Henrique Pedro e Jhonny. “Vocês são a riqueza da terra, o futuro dessa cultura do paneiro no Pará. Até breve! Contem sempre comigo!”, finalizou

Em junho, a chef Teresa retorna á cidade para receber o título de cidadania bragantina.